Essa noite meu sono foi invadido.
Sonhei com a escuridão ecoante,
Um frio deslumbrante.
Eu vi a morte de perto.
Senti o pulso na ponta dos dedos,
O pulmão rastejando por um pouco de ar.
Tive dor, mas isso não parou meu delírio.
Tive medo, e continuei.
Acordei e vi a vida de perto.
Prefiro a sensação da morte, do medo.
Prefiro cavar magoas com as unhas,
Ao desfilar sorrisos que não sao meus.
domingo, 29 de dezembro de 2013
sábado, 21 de dezembro de 2013
Estou morrendo aos poucos ...
Estou morrendo aos poucos.
Sufocada pelas alergias,
angustias e tensões.
Deixando as lágrimas carregarem pedaços de mim,
pedaços inteiros de sonhos.
Entrando num túnel escuro,
sem luz e nem saída.
Caminhando sem rumo nessa mente delirante.
Estou morrendo aos poucos.
Sinto o pulso frio, lento.
Estou morrendo aos poucos.
Não estou onde almejei.
Não ouço aplausos.
O silencio me incomoda, me corroí.
Estou morrendo aos poucos.
A parcelas finitas, a pedaços minúsculos.
Morro aos poucos por não degustar da gloria,
dos sorrisos, dos afetos.
Estou morrendo aos poucos.
Cercada por olhos que debocham.
Morro aos poucos para que não sintam minha falta.
Me calo, vivo sem expressão.
Luto contra essa maré depressiva,
Mas continuo morrendo aos poucos.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Alguém
Alguém.
Que entenda meus defeitos,
Faça meu café.
Viva como eu vivo,
Saiba fazer cafuné.
Viva os limites,
Desestabilize os padrões
Faça perder o fôlego, sem querer encontrar.
Que entenda meus defeitos,
Faça meu café.
Viva como eu vivo,
Saiba fazer cafuné.
Viva os limites,
Desestabilize os padrões
Faça perder o fôlego, sem querer encontrar.
Alguém.
Que entenda meu humor,
Decifre minhas caretas.
Ame o céu e as estrelas.
Faça meu sangue correr rápido,
Transforme meu sorriso num astro de Hollywood.
Escreva Best-sellers.
Conheça os melhores museus.
Que entenda meu humor,
Decifre minhas caretas.
Ame o céu e as estrelas.
Faça meu sangue correr rápido,
Transforme meu sorriso num astro de Hollywood.
Escreva Best-sellers.
Conheça os melhores museus.
Alguém.
Que admire a lua, e também o pôr do sol.
Escreva poesias, poemas e canções.
Almeje carros, foguetes e mansões.
Faça cócegas nos meus pés.
Escreva poesias, poemas e canções.
Almeje carros, foguetes e mansões.
Faça cócegas nos meus pés.
Alguém.
Que ame assim como eu.
Durma em qualquer canto.
Não sufoque o riso.
Faça dos meus dias um eterno espetáculo.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Próximo
Próximo amor, próximo copo, próximas cicatrizes.
Traga-me vinho, não esqueça a conta.
Traga flores murchas de um cemitério silencioso
Flores que exalem o perfume do medo, da morte.
Flores que tragam a essência do fim.
Roube o brilho das estrelas,
Torne a noite menos sombria.
Esqueça as juras gravadas no papel de pão.
Relembre o adeus no cartão postal.
Dois dedos de esperança e alguns cubos de gelo.
Regue a festa com lagrimas dos corações que choram.
Não procure seu reflexo em um espelho qualquer.
A destruição está impregnada em sua alma.
Inscrita nesse sorriso falso, desses lábios frios.
Inúteis, imundos, improváveis... indescritíveis.
Inesquecíveis! Inconfundíveis.
Halito refrescante, desses que queimam o nariz.
Desses que se sente saudade.
Desses que nunca se esquece.
Traga-me vinho, não esqueça a conta.
Traga flores murchas de um cemitério silencioso
Flores que exalem o perfume do medo, da morte.
Flores que tragam a essência do fim.
Roube o brilho das estrelas,
Torne a noite menos sombria.
Esqueça as juras gravadas no papel de pão.
Relembre o adeus no cartão postal.
Dois dedos de esperança e alguns cubos de gelo.
Regue a festa com lagrimas dos corações que choram.
Não procure seu reflexo em um espelho qualquer.
A destruição está impregnada em sua alma.
Inscrita nesse sorriso falso, desses lábios frios.
Inúteis, imundos, improváveis... indescritíveis.
Inesquecíveis! Inconfundíveis.
Halito refrescante, desses que queimam o nariz.
Desses que se sente saudade.
Desses que nunca se esquece.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Para Tesouro
Apesar do dia ter nascido tão escuro, aposto que exatos 18 anos atras, o
dia foi lindo. Lindo pros seus pais, pros irmãos, tios e tias. Mal sabiam que
aquela criança loirinha, ia se tornar essa mulher de personalidade tão forte.
Essa que faz o que quer, quando quer, custe o que custar. Que enfrenta a
família, que mata dragões, esconde medos, afoga magoas. Essa mulher que hoje,
enfim é mulher.A 11 anos atras, que
parecem muitos pra quem vê, mas tão poucos pra quem viveu, nossos destinos se
cruzaram, PRA SEMPRE.Quantas vezes já tentamos lembrar como foi que isso aconteceu? Não importa, deu certo. Construímos nosso próprio castelo, de concreto. Burras, quissemos que fosse a beira-mar. Água mole em pedra dura, tanto bate, ate que fura. Água, tempo. Pedras, distancia. Reclamações esquecidas. Maldita distancia! impediu que muitas historias fossem escritas. Maldita seja ! Maldito tempo, tão curto e atarefado. Maldito!Maldito! MALDITA SEJA, essa saudade que me aperta o peito, esfola a alma, faz chorar. Malditas as palavras que interpretadas de maneira errada nos afastaram pouco a pouco. Malditas sejam! Malditas sejam nossas personalidades, opiniões, gostos e aspirações.Maldito seja o caminho, seja o destino, o céu e o inferno.
Bendito seja seu destino, caminho, gostos, personalidade, sonhos e aspirações, apesar de malditos,
construíram você de maneira singular.Benditas sejam suas escolhas, mesmo que te levem pra longe, sempre quis que trouxessem pra perto de mim. Bendito seja seu futuro, esse que você traça a cada dia. Espero que daqui 20, 30 anos, a gente ainda se lembre de como foi bom ouvir " Tesouro, tenho uma super corrupção!". Te amo, feliz aniversario.
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Deixe
Quantas
vezes olhei o céu essa noite?
Procurei em cada estrela, cada constelação.
Encontrei.
O sorriso estampado no brilho delas.
Canto minha liberdade.
Te jogo pra fora da minha vida.
Tento. Tento sem querer conseguir.
Fecho os olhos diante do mundo,penso estar a seu lado.
Sonho.
Conto estrelas, sorrio.
Abro os olhos, não vejo nada.
Há coisas sobre a cama,
sinal algum de você.
Fio de cabelo, perfume, nada.
Esteve comigo sem estar.
Piro.
Me entrego.
Deixo que as nuvens me levem.
Me levem daqui.
Me levem pra longe.
Loucuras, sonhos, imaginação.
Deixem que eu viaje a bordo de um cometa.
Vá pra outra dimensão,
longe desses olhos que ferem, que medem.
Realidade dissolvendo à fantasia.
Vejo rostos saltando rostos na imensidão dessa galáxia.
Pare com esse tormento, essa tortura.
Deixe que eu veja a lua sem pensar em você.
Deixe que eu veja a lua sem pensar em nada.
Deixe, me deixe.
Procurei em cada estrela, cada constelação.
Encontrei.
O sorriso estampado no brilho delas.
Canto minha liberdade.
Te jogo pra fora da minha vida.
Tento. Tento sem querer conseguir.
Fecho os olhos diante do mundo,penso estar a seu lado.
Sonho.
Conto estrelas, sorrio.
Abro os olhos, não vejo nada.
Há coisas sobre a cama,
sinal algum de você.
Fio de cabelo, perfume, nada.
Esteve comigo sem estar.
Piro.
Me entrego.
Deixo que as nuvens me levem.
Me levem daqui.
Me levem pra longe.
Loucuras, sonhos, imaginação.
Deixem que eu viaje a bordo de um cometa.
Vá pra outra dimensão,
longe desses olhos que ferem, que medem.
Realidade dissolvendo à fantasia.
Vejo rostos saltando rostos na imensidão dessa galáxia.
Pare com esse tormento, essa tortura.
Deixe que eu veja a lua sem pensar em você.
Deixe que eu veja a lua sem pensar em nada.
Deixe, me deixe.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Quando?
Busco logica em quebra-cabeças faltando peças.
Juntar cacos espatifados pelo chão,
cortar os dedos, deixar sangrar.
Viver a dor.
Aprender tudo o que ela puder ensinar.
Desfrutar das magoas, das desilusões.
Queimar as fotos, as lembranças.
Apagar o fogo com lagrimas, romper o silencio com soluços.
Gritar enquanto houver voz
Amar enquanto houver razões.
Me entregar a gula.
Pecar, Pecar.
Beber o melhor dos vinhos,
Saborear o melhor dos beijos.
Mascarar essa dor imensa,
Que a falta do teu sorriso faz.
Deitar sobre a relva.
Procurar a sombra da velha árvore.
Corações, nomes, lindas declarações.
Eu só vejo seu nome,
Talhado a fio de canivete velho.
Lembro do rosto,
olhos apertados, riso escancarado.
Um filme da TV.
Abraço. Cheiro. Chamego. Cafuné.
Onde estão mãos tão macias?
Onde encontro colo mais acolhedor?
Sensação desconhecida,
Quando te tornaste velha amiga?
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Pegadas da alma
Não aprendi a escrever versos.
Vou ao encontro de palavras que me decifrem.
Pintem com cores neutras, esse quadro sem moldura.
Rosto corado,
olhos secos,
lábios frios e sem cor.
Mantenho os pés no chão, amenizando o enjoo.
Sonhos esquecidos, chances perdidas, medos e mágoas.
Vivo de migalhas, raspas e restos
Mendigando blues, amor e pão.
Sorrindo sorrisos que não me caem bem,
deslumbrada com conquistas impossíveis.
Cavando sentimentos
Garimpando felicidade
Lapidando pessoas sem futuro
Vazios fazem ecoar essa alma sem rumo.
Marcas e cicatrizes,
Feridas que não se fecham.
Rastros apagados pelo vento,
rastros apagados por outros rastros.
Coração, solo arrido.
Germinam as sementes fortes,
sobrevivem as habituadas ao deserto, à seca.
Com espinhos que ferem.
Machucam, destroem.
Raízes que me fazem falta,
perseverantes, devastadoras.
Calor. Carinho. Apego.
Caminho na direção contraria,
ando em meio as sombras, a penumbra.
As pegadas na areia, os perfumes, a maresia.
Nada desperta desejo.
Fecharam as portas e apagaram as luzes.
Jogaram as chaves no boeiro,
tudo aqui está inabitado.
Há um corpo abandonado, com medo de viver.
Vou ao encontro de palavras que me decifrem.
Pintem com cores neutras, esse quadro sem moldura.
Rosto corado,
olhos secos,
lábios frios e sem cor.
Mantenho os pés no chão, amenizando o enjoo.
Sonhos esquecidos, chances perdidas, medos e mágoas.
Vivo de migalhas, raspas e restos
Mendigando blues, amor e pão.
Sorrindo sorrisos que não me caem bem,
deslumbrada com conquistas impossíveis.
Cavando sentimentos
Garimpando felicidade
Lapidando pessoas sem futuro
Vazios fazem ecoar essa alma sem rumo.
Marcas e cicatrizes,
Feridas que não se fecham.
Rastros apagados pelo vento,
rastros apagados por outros rastros.
Coração, solo arrido.
Germinam as sementes fortes,
sobrevivem as habituadas ao deserto, à seca.
Com espinhos que ferem.
Machucam, destroem.
Raízes que me fazem falta,
perseverantes, devastadoras.
Calor. Carinho. Apego.
Caminho na direção contraria,
ando em meio as sombras, a penumbra.
As pegadas na areia, os perfumes, a maresia.
Nada desperta desejo.
Fecharam as portas e apagaram as luzes.
Jogaram as chaves no boeiro,
tudo aqui está inabitado.
Há um corpo abandonado, com medo de viver.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Não foi dessa vez
Não foi dessa vez que me mantive firme na decisão de te esquecer. Não foi hoje, não foi semana passada, nem vai ser no mês que vem. Não foi, não é, não vai. Não, não e não. Esse teu jeito me fascina.Tenho negado coisas a mim mesma, negado planos, negado sonhos, negado você. Tenho negado tantas coisas que me esqueci de aceitar. Aceitar as saudades, aceitar a distancia, aceitar as migalhas. Aceitar o presente, construir o futuro, deixar pra lá essa caretice toda. Essa babaquice. Deixar pra lá essa saudade que me aperta o peito. Parar de fazer pedidos a uma estrela. Esquecer de você quando olhar a lua.
Essa noite eu só queria dormir em paz. Deitar no travesseiro e dormir. Cansei de sonhar. Está mais do que claro que, sonhos são como o céu, admiráveis, mas pra poucos. Aonde está o trem pras estrelas? Me levem daqui. Quero sossego. Cansei de negar, cansei de aceitar. Um lugar onde há sol não me basta. Quero a lua, a paisagem preferida dos apaixonados, o cenário favorito dos amantes. A lembrança mais pura que carrego de você.
Essa noite eu só queria que você dormisse bem. Não só essa, mas todas as outras. Não importa onde, nem quando. Ali ou aqui. Hoje, amanhã ou depois de amanhã. Daqui um ano, dois ou três. Durma bem. Durma na areia da praia, no colchão de solteiro, ou no sofá. Fique bem. Viva tudo o que tem que viver. Seja impaciente, inconsequente, imoral, imortal, ilegal. Seja o que tiver que ser. Faça o que tiver que fazer, e quando acabar, saiba que vou estar por ai. Eu cansei de te esperar aqui, mas não importa, te esperarei em um dos quatro cantos do mundo, porque não foi dessa vez que desisti de você.
Essa noite eu só queria dormir em paz. Deitar no travesseiro e dormir. Cansei de sonhar. Está mais do que claro que, sonhos são como o céu, admiráveis, mas pra poucos. Aonde está o trem pras estrelas? Me levem daqui. Quero sossego. Cansei de negar, cansei de aceitar. Um lugar onde há sol não me basta. Quero a lua, a paisagem preferida dos apaixonados, o cenário favorito dos amantes. A lembrança mais pura que carrego de você.
Essa noite eu só queria que você dormisse bem. Não só essa, mas todas as outras. Não importa onde, nem quando. Ali ou aqui. Hoje, amanhã ou depois de amanhã. Daqui um ano, dois ou três. Durma bem. Durma na areia da praia, no colchão de solteiro, ou no sofá. Fique bem. Viva tudo o que tem que viver. Seja impaciente, inconsequente, imoral, imortal, ilegal. Seja o que tiver que ser. Faça o que tiver que fazer, e quando acabar, saiba que vou estar por ai. Eu cansei de te esperar aqui, mas não importa, te esperarei em um dos quatro cantos do mundo, porque não foi dessa vez que desisti de você.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Aspirações e planos
Essa manhã quando o despertador tocou, não acordei apenas para ir ao colégio. Acordei pro mundo. Acordei pra vida lá fora. Tenho apenas quatro meses para decidir o que vou viver por quase seis anos.É estranho, eu sei. Confusão, medo, dilemas. São tantos caminhos...
Alguém sabe onde está o controle remoto? Quero ver o fim do filme, saber se vai ser feliz. Ver se os créditos trazem algo inusitado, inesperado. Descobrir se quando tudo acabar, vai rolar um "vale a pena ver de novo".
Há uma lista enorme do que fazer em 2014, todavia, existem caminhos e direções a tomar, que podem mudar todo script. Quando você fala algo que eu não quero ouvir, quando você age da maneira que eu não planejei, você desaba meu castelo de cartas. Me sentir fria e sozinha, carente e confiante, muitas vezes ajuda a continuar. Mas, na maioria delas, confunde, e me faz repensar toda historia.
Ir pra faculdade. Ter um apartamento. Fazer viagens.Frequentar teatros. Museus. Cinemas. Livrarias. Bibliotecas. Ver o mar, aplaudir o sol. Viver de janeiro a janeiro frequentando as ruas do centro velho. Respirar a maresia e viver abençoada pelos braços do Redentor.
São minhas aspirações atuais. Talvez se alterem. Provavelmente permanecerão as mesmas. Afinal qual o sentido de sonhar tanto e depois mudar os planos? Não faz sentido algum. E quem disse que deveria fazer? A vida não faz sentido. Não é um quebra-cabeças. As peças, as pessoas, elas não foram feitas pra "encaixar". Eu não nasci com essa expectativa. Nunca quis ser a peça que faltava, e nem a imagem incompleta. Sempre fabriquei minhas peças, minhas próprias imagens.
Ser diferente nem sempre é normal. Incomoda, fere. Vou viver o que tiver que viver. Não, eu não nasci pra agradar, muito menos pra bagunçar. Eu nasci pra crescer, pra sonhar. Eu nasci pra fazer. Fazer a diferença, fazer falta, fazer favores, fabricar amores, rancores, medos, sorrisos e dores.
Dia-a-dia tenho construído meu próprio
castelo de areia. Se vacilar, desmorona. Mas qual o problema de recomeçar?
Alguém sabe onde está o controle remoto? Quero ver o fim do filme, saber se vai ser feliz. Ver se os créditos trazem algo inusitado, inesperado. Descobrir se quando tudo acabar, vai rolar um "vale a pena ver de novo".
Há uma lista enorme do que fazer em 2014, todavia, existem caminhos e direções a tomar, que podem mudar todo script. Quando você fala algo que eu não quero ouvir, quando você age da maneira que eu não planejei, você desaba meu castelo de cartas. Me sentir fria e sozinha, carente e confiante, muitas vezes ajuda a continuar. Mas, na maioria delas, confunde, e me faz repensar toda historia.
Ir pra faculdade. Ter um apartamento. Fazer viagens.Frequentar teatros. Museus. Cinemas. Livrarias. Bibliotecas. Ver o mar, aplaudir o sol. Viver de janeiro a janeiro frequentando as ruas do centro velho. Respirar a maresia e viver abençoada pelos braços do Redentor.
São minhas aspirações atuais. Talvez se alterem. Provavelmente permanecerão as mesmas. Afinal qual o sentido de sonhar tanto e depois mudar os planos? Não faz sentido algum. E quem disse que deveria fazer? A vida não faz sentido. Não é um quebra-cabeças. As peças, as pessoas, elas não foram feitas pra "encaixar". Eu não nasci com essa expectativa. Nunca quis ser a peça que faltava, e nem a imagem incompleta. Sempre fabriquei minhas peças, minhas próprias imagens.
Ser diferente nem sempre é normal. Incomoda, fere. Vou viver o que tiver que viver. Não, eu não nasci pra agradar, muito menos pra bagunçar. Eu nasci pra crescer, pra sonhar. Eu nasci pra fazer. Fazer a diferença, fazer falta, fazer favores, fabricar amores, rancores, medos, sorrisos e dores.
Dia-a-dia tenho construído meu próprio
castelo de areia. Se vacilar, desmorona. Mas qual o problema de recomeçar?
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Saudades
Não sei mais o que é isso. O tempo todo, desde que o mundo é mundo, convivo com saudades. Saudade do meu irmão, saudade de amigos, de momentos, de sabores, de lugares. Enfim, são tantas saudades que não vale a pena listar. Mas essa sensação horrível que me aperta o peito, que me causa calafrios. Essa sensação que me proporciona remakes, isso tudo é novo.
Essa confusão toda me desestabiliza, por mais que eu tente, acabo deixando transparecer que estou pirando. Pirando pouco a pouco. Enlouquecendo, me perdendo. Sinto como se tivesse quebrado uma unha. Na hora você assusta, xinga, grita, depois vai se acostumando, esquece. Mas toda vez que vai pegar alguma coisa, olha pra mão e lembra. Lembra que ali tinha uma unha linda, uma unha forte. Uma unha que você achava que fosse te acompanhar a festas, a bailes. Uma unha que fosse com você ao cinema, ao teatro. Uma unha que você fosse levar pra ver o mar, ver a lua. Tudo desaba. Quero me livrar dessa loucura.
O que é UMA unha, quando se tem outras nove? Dane-se ela. Preciso ter certeza que vai crescer outra no lugar, e que vou almejar isso tudo outra vez.
Acho que essa é a solução. Contudo, tem que ser dosada. Não posso viver em prol da unha que perdi, nem da que vai nascer. Vou deixar o ontem pra trás, e o amanhã pra depois. Pessoas felizes atraem felicidade, então pra que se afogar em magoas?
Deixa essa saudade pra lá. Vou guarda-la bem lá no fundo, só pra quando quiser lembrar de você.
O que é UMA unha, quando se tem outras nove? Dane-se ela. Preciso ter certeza que vai crescer outra no lugar, e que vou almejar isso tudo outra vez.
Acho que essa é a solução. Contudo, tem que ser dosada. Não posso viver em prol da unha que perdi, nem da que vai nascer. Vou deixar o ontem pra trás, e o amanhã pra depois. Pessoas felizes atraem felicidade, então pra que se afogar em magoas?
Deixa essa saudade pra lá. Vou guarda-la bem lá no fundo, só pra quando quiser lembrar de você.
sábado, 3 de agosto de 2013
Sem título
São quase quatro da manhã, e eu aqui, perdida em pensamentos. Lá fora, tem gente que dorme, tem gente que trabalha, gente que estuda, e gente como eu, que gasto a maior parte do meu dia obsecada por você. Acho que voltar à rotina, vai me fazer tão bem quanto fugir dela. Vou ocupar minha cabeça com outras coisas, nem que seja contar os dias no calendário.
Você se parece tanto comigo, que às vezes acho que a vida me colocou cara a cara a um espelho. Como pode agir assim? Eu me impressiono com a sua capacidade de separar as coisas. Não faça promessas que não vai cumprir. Não fale coisas que não se parecem com você. Deixe de lado esse seu sorriso “Monalisa”. Guarde essa cara de Pitt Bull no armário, não é ela que me satisfaz.
Contar os dias não me faz tão bem assim. O tempo escorre entre meus dedos como areia fina, não consigo adiar as coisas, não mais. Ter que me controlar, não poder falar o que eu sinto, medir palavras, sorrisos. Isso com certeza não me faz bem.
No começo era engraçado tentar gostar de você, mas, tentador pensar em como seria bom. O cara do “role revolução”. Porque não consigo esquecer? Deixar você pra lá, pegar meus livros e estudar? O ser humano é engraçado, gosta do impossível, do improvável...
Eu gosto dessa sensação, mas tenho medo que ela seja passageira. Como uma criança que sempre quis saber o que tinha em cima da geladeira, e quando viu, percebeu que não era tão especial assim.
De todos os erros que podia ter cometido, o maior deles foi não ter tido coragem de deixar rolar. Não aceitar dividir a melhor fatia do bolo.
Você pra mim é como essa música, me deixa confusa. Como pode ser de todo mundo, se não é de ninguém?
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Corpo, alma e sentimento.
Naquela noite as cosias
pareciam estar como de costume. A lua em todo seu esplendor, beijava o
parapeito da janela daquele apartamento escuro. Os sons da cidade grande se
perdiam no silêncio de meu quarto.
Sobre a cama havia
livros, revistas, roupas, anotações, eletrônicos e um corpo. Sim, um corpo.
Onde estaria aquela alma tão perturbada? Aquela que vai junto ao corpo à
Central do Brasil todas as manhãs, e se perde em pensamentos distantes... Onde
está? Talvez esteja ali. Ela só procura repouso. Não eterno, ela não pretende
alcançar o céu. Ela gosta de sair junto ao corpo, andar sobre a areia de
Copacabana e sentir a brisa fria do mar revolto tocar seu rosto, lamber seus
cabelos, e fazer com que o sabor da maresia permaneça em seus lábios quentes.
As ondas levam e trazem o que eu pretendo esquecer. Problemas, questionamentos,
casos mal resolvidos, coisas que nunca terminei, outras que deixei por fazer.
Saudades, amores, falsas esperanças, desilusões, historias, lembranças, sonhos,
medos. Muitos medos.
Não é tão fácil quanto parece. Sair à noite depois de tanto trabalho, entrar no metrô vazio e poder ser olhada, olho a olho, por cada um que ali está, me causa arrepios. Me acostumei com a frieza da cidade grande. A desconfiar de cada gesto, cada olhar e cada movimento.
Andar na rua sem
precisar prestar atenção em tudo, o tempo todo. Não ter medo de ficar em casa.
Não ter medo de estar sozinha. Enfim, não ter medo das pessoas.
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