Essa noite meu sono foi invadido.
Sonhei com a escuridão ecoante,
Um frio deslumbrante.
Eu vi a morte de perto.
Senti o pulso na ponta dos dedos,
O pulmão rastejando por um pouco de ar.
Tive dor, mas isso não parou meu delírio.
Tive medo, e continuei.
Acordei e vi a vida de perto.
Prefiro a sensação da morte, do medo.
Prefiro cavar magoas com as unhas,
Ao desfilar sorrisos que não sao meus.
domingo, 29 de dezembro de 2013
sábado, 21 de dezembro de 2013
Estou morrendo aos poucos ...
Estou morrendo aos poucos.
Sufocada pelas alergias,
angustias e tensões.
Deixando as lágrimas carregarem pedaços de mim,
pedaços inteiros de sonhos.
Entrando num túnel escuro,
sem luz e nem saída.
Caminhando sem rumo nessa mente delirante.
Estou morrendo aos poucos.
Sinto o pulso frio, lento.
Estou morrendo aos poucos.
Não estou onde almejei.
Não ouço aplausos.
O silencio me incomoda, me corroí.
Estou morrendo aos poucos.
A parcelas finitas, a pedaços minúsculos.
Morro aos poucos por não degustar da gloria,
dos sorrisos, dos afetos.
Estou morrendo aos poucos.
Cercada por olhos que debocham.
Morro aos poucos para que não sintam minha falta.
Me calo, vivo sem expressão.
Luto contra essa maré depressiva,
Mas continuo morrendo aos poucos.
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