sábado, 21 de dezembro de 2013

Estou morrendo aos poucos ...

Estou morrendo aos poucos.
Sufocada pelas alergias,
angustias e tensões.
Deixando as lágrimas carregarem pedaços de mim,
pedaços inteiros de sonhos.
Entrando num túnel escuro,
sem luz e nem saída.
Caminhando sem rumo nessa mente delirante.
Estou morrendo aos poucos.

Sinto o pulso frio, lento.
Estou morrendo aos poucos.
Não estou onde almejei.
Não ouço aplausos.
O silencio me incomoda, me corroí.
Estou morrendo aos poucos.
A parcelas finitas, a pedaços minúsculos.
Morro aos poucos por não degustar da gloria,
dos sorrisos, dos afetos.

Estou morrendo aos poucos.
Cercada por olhos que debocham.
Morro aos poucos para que não sintam minha falta.
Me calo, vivo sem expressão.
Luto contra essa maré depressiva,


Mas continuo morrendo aos poucos.

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