segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Não foi dessa vez

Não foi dessa vez que me mantive firme na decisão de te esquecer. Não foi hoje, não foi semana passada, nem vai ser no mês que vem. Não foi, não é, não vai. Não, não e não. Esse teu jeito me fascina.Tenho negado coisas a mim mesma, negado planos, negado sonhos, negado você. Tenho negado tantas coisas que me esqueci de aceitar. Aceitar as saudades, aceitar a distancia, aceitar as migalhas. Aceitar o presente, construir o futuro, deixar pra lá essa caretice toda. Essa babaquice. Deixar pra lá essa saudade que me aperta o peito. Parar de fazer pedidos a uma estrela. Esquecer de você quando olhar a lua.
Essa noite eu só queria dormir em paz. Deitar no travesseiro e dormir. Cansei de sonhar. Está mais do que claro que, sonhos são como o céu, admiráveis, mas pra poucos. Aonde está o trem pras estrelas? Me levem daqui. Quero sossego. Cansei de negar, cansei de aceitar. Um lugar onde há sol não me basta. Quero a lua, a paisagem preferida dos apaixonados, o cenário favorito dos amantes. A lembrança mais pura que carrego de você.
Essa noite eu só queria que você dormisse bem. Não só essa, mas todas as outras. Não importa onde, nem quando. Ali ou aqui. Hoje, amanhã ou depois de amanhã. Daqui um ano, dois ou três. Durma bem. Durma na areia da praia, no colchão de solteiro, ou no sofá. Fique bem. Viva tudo o que tem que viver. Seja impaciente, inconsequente, imoral, imortal, ilegal. Seja o que tiver que ser. Faça o que tiver que fazer, e quando acabar, saiba que vou estar por ai. Eu cansei de te esperar aqui, mas não importa, te esperarei em um dos quatro cantos do mundo, porque não foi dessa vez que desisti de você. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Aspirações e planos

Essa manhã quando o despertador tocou, não acordei apenas para ir ao colégio. Acordei pro mundo. Acordei pra vida lá fora. Tenho apenas quatro meses para decidir o que vou viver por quase seis anos.É estranho, eu sei. Confusão, medo, dilemas. São tantos caminhos... 
Alguém sabe onde está o controle remoto? Quero ver o fim do filme, saber se vai ser feliz. Ver se os créditos trazem algo inusitado, inesperado. Descobrir se quando tudo acabar, vai rolar um "vale a pena ver de novo".
Há uma lista enorme do que fazer em 2014, todavia, existem caminhos e direções a tomar, que podem mudar todo script. Quando você fala algo que eu não quero ouvir, quando você age da maneira que eu não planejei, você desaba meu castelo de cartas. Me sentir fria e sozinha, carente e confiante, muitas vezes ajuda a continuar. Mas, na maioria delas, confunde, e me faz repensar toda historia.
Ir pra faculdade. Ter um apartamento. Fazer viagens.Frequentar teatros. Museus. Cinemas. Livrarias. Bibliotecas. Ver o mar, aplaudir o sol. Viver de janeiro a janeiro frequentando as ruas do centro velho. Respirar a maresia e viver abençoada pelos braços do Redentor.
São minhas aspirações atuais. Talvez se alterem. Provavelmente permanecerão as mesmas. Afinal qual o sentido de sonhar tanto e depois mudar os planos? Não faz sentido algum. E quem disse que deveria fazer? A vida não faz sentido. Não é um quebra-cabeças. As peças, as pessoas, elas não foram feitas pra "encaixar". Eu não nasci com essa expectativa. Nunca quis ser a peça que faltava, e nem a imagem incompleta. Sempre fabriquei minhas peças, minhas próprias imagens.
Ser diferente nem sempre é normal. Incomoda, fere. Vou viver o que tiver que viver. Não, eu não nasci pra agradar, muito menos pra bagunçar. Eu nasci pra crescer, pra sonhar. Eu nasci pra fazer. Fazer a diferença, fazer falta, fazer favores, fabricar amores, rancores, medos, sorrisos e dores. 
Dia-a-dia tenho construído meu próprio
castelo de areia. Se vacilar, desmorona. Mas qual o problema de recomeçar?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Saudades

Não sei mais o que é isso. O tempo todo, desde que o mundo é mundo, convivo com saudades. Saudade do meu irmão, saudade de amigos, de momentos, de sabores, de lugares. Enfim, são tantas saudades que não vale a pena listar. Mas essa sensação horrível que me aperta o peito, que me causa calafrios. Essa sensação que me proporciona remakes, isso tudo é novo.
 Essa confusão toda me desestabiliza, por mais que eu tente, acabo deixando transparecer que estou pirando. Pirando pouco a pouco. Enlouquecendo, me perdendo. Sinto como se tivesse quebrado uma unha. Na hora você assusta, xinga, grita, depois vai se acostumando, esquece. Mas toda vez que vai pegar alguma coisa, olha pra mão e lembra. Lembra que ali tinha uma unha linda, uma unha forte. Uma unha que você achava que fosse te acompanhar a festas, a bailes. Uma unha que fosse com você ao cinema, ao teatro. Uma unha que você fosse levar pra ver o mar, ver a lua. Tudo desaba. Quero me livrar dessa loucura.
O que é UMA unha, quando se tem outras nove? Dane-se ela. Preciso ter certeza que vai crescer outra no lugar, e que vou almejar isso tudo outra vez.
Acho que essa é a solução. Contudo, tem que ser dosada. Não posso viver em prol da unha que perdi, nem da que vai nascer. Vou deixar o ontem pra trás, e o amanhã pra depois. Pessoas felizes atraem felicidade, então pra que se afogar em magoas?
Deixa essa saudade pra lá. Vou guarda-la bem lá no fundo, só pra quando quiser lembrar de você.

sábado, 3 de agosto de 2013

Sem título

São quase quatro da manhã, e eu aqui, perdida em pensamentos. Lá fora, tem gente que dorme, tem gente que trabalha, gente que estuda, e gente como eu, que gasto a maior parte do meu dia obsecada por você. Acho que voltar à rotina, vai me fazer tão bem quanto fugir dela. Vou ocupar minha cabeça com outras coisas, nem que seja contar os dias no calendário. 
Você se parece tanto comigo, que às vezes acho que a vida me colocou cara a cara a um espelho. Como pode agir assim? Eu me impressiono com a sua capacidade de separar as coisas. Não faça promessas que não vai cumprir. Não fale coisas que não se parecem com você. Deixe de lado esse seu sorriso “Monalisa”. Guarde essa cara de Pitt Bull no armário, não é ela que me satisfaz.
Contar os dias não me faz tão bem assim. O tempo escorre entre meus dedos como areia fina, não consigo adiar as coisas, não mais. Ter que me controlar, não poder falar o que eu sinto, medir palavras, sorrisos. Isso com certeza não me faz bem.
No começo era engraçado tentar gostar de você, mas, tentador pensar em como seria bom. O cara do “role revolução”. Porque não consigo esquecer? Deixar você pra lá, pegar meus livros e estudar? O ser humano é engraçado, gosta do impossível, do improvável...
Eu gosto dessa sensação, mas tenho medo que ela seja passageira. Como uma criança que sempre quis saber o que tinha em cima da geladeira, e quando viu, percebeu que não era tão especial assim.
De todos os erros que podia ter cometido, o maior deles foi não ter tido coragem de deixar rolar. Não aceitar dividir a melhor fatia do bolo.
Você pra mim é como essa música, me deixa confusa. Como pode ser de todo mundo, se não é de ninguém?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Corpo, alma e sentimento.

Naquela noite as cosias pareciam estar como de costume. A lua em todo seu esplendor, beijava o parapeito da janela daquele apartamento escuro. Os sons da cidade grande se perdiam no silêncio de meu quarto.
Sobre a cama havia livros, revistas, roupas, anotações, eletrônicos e um corpo. Sim, um corpo. Onde estaria aquela alma tão perturbada? Aquela que vai junto ao corpo à Central do Brasil todas as manhãs, e se perde em pensamentos distantes... Onde está? Talvez esteja ali. Ela só procura repouso. Não eterno, ela não pretende alcançar o céu. Ela gosta de sair junto ao corpo, andar sobre a areia de Copacabana e sentir a brisa fria do mar revolto tocar seu rosto, lamber seus cabelos, e fazer com que o sabor da maresia permaneça em seus lábios quentes. As ondas levam e trazem o que eu pretendo esquecer. Problemas, questionamentos, casos mal resolvidos, coisas que nunca terminei, outras que deixei por fazer. Saudades, amores, falsas esperanças, desilusões, historias, lembranças, sonhos, medos. Muitos medos.

Não é tão fácil quanto parece. Sair à noite depois de tanto trabalho, entrar no metrô  vazio e poder ser olhada, olho a olho, por cada um que ali está, me causa arrepios. Me acostumei com a frieza da cidade grande. A desconfiar de cada gesto, cada olhar e cada movimento.
O que aquela alma queria mesmo, não era a brisa, não era o mar, nem a areia. Ela queria poder confiar nas pessoas. Receber um bom dia sem achar que vão tentar lhe vender algo. Trocar sorrisos, olhares, palavras de conforto, com as pessoas do metrô lotado.
Andar na rua sem precisar prestar atenção em tudo, o tempo todo. Não ter medo de ficar em casa. Não ter medo de estar sozinha. Enfim, não ter medo das pessoas.