sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Aspirações e planos

Essa manhã quando o despertador tocou, não acordei apenas para ir ao colégio. Acordei pro mundo. Acordei pra vida lá fora. Tenho apenas quatro meses para decidir o que vou viver por quase seis anos.É estranho, eu sei. Confusão, medo, dilemas. São tantos caminhos... 
Alguém sabe onde está o controle remoto? Quero ver o fim do filme, saber se vai ser feliz. Ver se os créditos trazem algo inusitado, inesperado. Descobrir se quando tudo acabar, vai rolar um "vale a pena ver de novo".
Há uma lista enorme do que fazer em 2014, todavia, existem caminhos e direções a tomar, que podem mudar todo script. Quando você fala algo que eu não quero ouvir, quando você age da maneira que eu não planejei, você desaba meu castelo de cartas. Me sentir fria e sozinha, carente e confiante, muitas vezes ajuda a continuar. Mas, na maioria delas, confunde, e me faz repensar toda historia.
Ir pra faculdade. Ter um apartamento. Fazer viagens.Frequentar teatros. Museus. Cinemas. Livrarias. Bibliotecas. Ver o mar, aplaudir o sol. Viver de janeiro a janeiro frequentando as ruas do centro velho. Respirar a maresia e viver abençoada pelos braços do Redentor.
São minhas aspirações atuais. Talvez se alterem. Provavelmente permanecerão as mesmas. Afinal qual o sentido de sonhar tanto e depois mudar os planos? Não faz sentido algum. E quem disse que deveria fazer? A vida não faz sentido. Não é um quebra-cabeças. As peças, as pessoas, elas não foram feitas pra "encaixar". Eu não nasci com essa expectativa. Nunca quis ser a peça que faltava, e nem a imagem incompleta. Sempre fabriquei minhas peças, minhas próprias imagens.
Ser diferente nem sempre é normal. Incomoda, fere. Vou viver o que tiver que viver. Não, eu não nasci pra agradar, muito menos pra bagunçar. Eu nasci pra crescer, pra sonhar. Eu nasci pra fazer. Fazer a diferença, fazer falta, fazer favores, fabricar amores, rancores, medos, sorrisos e dores. 
Dia-a-dia tenho construído meu próprio
castelo de areia. Se vacilar, desmorona. Mas qual o problema de recomeçar?

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