São quase quatro da manhã, e eu aqui, perdida em pensamentos. Lá fora, tem gente que dorme, tem gente que trabalha, gente que estuda, e gente como eu, que gasto a maior parte do meu dia obsecada por você. Acho que voltar à rotina, vai me fazer tão bem quanto fugir dela. Vou ocupar minha cabeça com outras coisas, nem que seja contar os dias no calendário.
Você se parece tanto comigo, que às vezes acho que a vida me colocou cara a cara a um espelho. Como pode agir assim? Eu me impressiono com a sua capacidade de separar as coisas. Não faça promessas que não vai cumprir. Não fale coisas que não se parecem com você. Deixe de lado esse seu sorriso “Monalisa”. Guarde essa cara de Pitt Bull no armário, não é ela que me satisfaz.
Contar os dias não me faz tão bem assim. O tempo escorre entre meus dedos como areia fina, não consigo adiar as coisas, não mais. Ter que me controlar, não poder falar o que eu sinto, medir palavras, sorrisos. Isso com certeza não me faz bem.
No começo era engraçado tentar gostar de você, mas, tentador pensar em como seria bom. O cara do “role revolução”. Porque não consigo esquecer? Deixar você pra lá, pegar meus livros e estudar? O ser humano é engraçado, gosta do impossível, do improvável...
Eu gosto dessa sensação, mas tenho medo que ela seja passageira. Como uma criança que sempre quis saber o que tinha em cima da geladeira, e quando viu, percebeu que não era tão especial assim.
De todos os erros que podia ter cometido, o maior deles foi não ter tido coragem de deixar rolar. Não aceitar dividir a melhor fatia do bolo.
Você pra mim é como essa música, me deixa confusa. Como pode ser de todo mundo, se não é de ninguém?
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