quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

De repente nada mais se repete.
Paginas em branco, vida nova.
Tinta e alguma inspiracao.
Vejo a luz que banha minh'alma,
Clareia meus medos,
Enfraquece as angustias e aflicoes.
Adeus sorrisos frios, riso regrado.

Caminho novo, mundo desconhecido.
Sera um oasis essa vida contigo?
Sera real o sorriso tao lindo?

Escrevi magoas, semeei tristeza.
Palavras pesadas, deem lugar a prosa corrida
Dessa historia de AMOR.

Foi em um dia comum,
uma tarde qualquer.
Roubou-me um beijo,
Roubou a chave dos meus pensamentos,
O regador dos meus sonhos.

Me falta lucidez.
Uso alianca sem alterar o estado civil.
Sonho com o futuro, te vejo smpre ali.
Planejo algumas coisas, vivo outras.

Dois meses.
Dois meses.
DOIS MESES?
Me suportara por muitos outros?
Vou te amar todas as primaveras,
Me apaixonar em todos os veroes.

Meus medos derao lugar a um MEDO:
perder-te.
Volto pra casa em breve.
Volto pro Rio logo.
Volto pra voce rapido.
Me espere.
Enquanto não estiver aqui,
Estarei nos teus sonhos.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Se

Sinto sua falta.
Não sempre.
Só em noites que a lua vem.

Se pudesse, abraçava o mundo com as pernas.
Te trazia pra perto de mim.
Te queimava com brasa.
Te arrastava pro mar.

Se pudesse, me afogava nos teus beijos.
Te escrevia canções.
Acordava pra ver o sol nascer.
Vivia de pés descalços.

Se pudesse, parava o tempo.
Caminhava de costas.
Rebobinava a vida.

Se pudesse.
Se quisesse.

domingo, 22 de junho de 2014

Cenário dos Caretas

Ritmo singular.
Exala sal, transborda poesia.
Das frutas, o mais doce mel.
Dos sons, aconchego.
Das paisagens, imensidão.
Maresia, lambe as curvas dos corpos.
No horizonte, não sei se céu ou mar.
Os olhos pecam, deixam-se dominar pela paixão.
Ardem. Ora pelo sal, ora pelo prazer.
Pulsa carne, pulsa alma.
Os pêlos marcam a pele arrepiada.

Quanta coisa vê o mar?
Vê mãe, vê pai.
Pardais, pombas e gaivotas.
Amores, intrigas e derrotas.
Cacheados, lisos, ondulados.
Ondas.
Levam e trazem lembranças.
Apagam pegadas e feridas.
Presencio o mais lindo dos encontros.
Vejo o sol beijar o mar.
Ir pra amanhã no Japão.
E o cenário dos caretas,
Abriga todos.
Tribos, religiões etnias.
O sol nasce pra todos,
Mas o mar,
O mar é pra poucos.


terça-feira, 18 de março de 2014

Vida nova

Nao se preocupe.
Eu estarei bem.
Estarei bem nas noites frias,
Estarei bem na mesa do bar central.
Nao se preocupe.
O que era seu foi guardado.
Embrulhado em papel seda,
Engavetado nessa nova alma.

Nao se assuste .
Se eu nao te olhar nos olhos.
Se meus lábios nao procurarem os teus.
Nao se surpreenda.
Quando eu desfilar a felicidade dos anjos.
Sorrindo o sorriso dos justos.

Nao me negue.
Se eu ligar só pra ouvir sua voz.
Nao desligue.
Mesmo se eu parar de respirar.
Nao desista
Se eu disser que o colorido do mundo esta nos corações apaixonados.

Nao se preocupe.
Nao se assuste.
Não se surpreenda.
Não me negue.
Não desligue.
Não desista.

hoje é noite de lua

Deixe essa ser a lua cheia que eu sempre quis ver.
Uma lua cheia de encantos, sonhos e paixões.
Leve as chaves que trancam meu riso.
Finalmente me libertei.
Escapei. Fugi.
Adeus pesadelos e planos mirabolantes.
Adeus angústia.

Noite escura,
Lua esplendorosa.
Vem com todo seu gingado,
Mostrar o significado,
 do verdadeiro showbiz.

Faz da céu, teu palco.
As estrelas, a platéia.
Faz dos dias de verão, tuas férias;
E das noites escuras, sua turnê.




sábado, 8 de março de 2014

Não

Acreditar que tudo dura pra sempre, admitir que nada é eterno.
Ponderar. Equilibrar.Mesclar razão e emoção.
Não se deixar seduzir por olhos que brilham.
Acreditar em falsas juras.
Essa angustia vai passar. Vai passar. Passar.

Sofro por perder meu mundo. 
Perder pros desinteressados, desastrados.
Feliz seria entregando-o aos loucos,aos fanáticos, aos desequilibrados.
Feliz seria podendo guarda-lo só pra mim.

Levem pedaços, lembranças, resquícios de felicidade.
Não esqueçam de arrancar feridas e as cicatrizes.
Não quero que parta, sei que não voltará.
Por favor, não se vá.
Não me guarde em uma caixa de lembranças.
Desamasse cartas e as fotos.
Me desenterre do cemitério dos sonhos. 
Não me troque por outras pessoas, 
não troque a nossa historia por outras.
Eu nunca o trocarei.
Ninguém jamais substituirá o insubstituível.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Poesia sem pé nem cabeça

Seguindo a estrada que nos leva do nada à lugar nenhum.
Talvez esse seja realmente o melhor caminho.
Tropeçando nos sonhos, pisoteando os medos.
Buscando uma porta sem trancas, sem cadeados.

Encruzilhadas, ruas sem saídas...
Vidas sem saídas.
Dias sem sol, nem luz.
As paredes frias
Do labirinto exalam o mofo do mundo.
O cheiro das feridas enoja.

Os olhos que perseguem são inquilinos dos rostos instáveis.
Olhos que clamam por perdão de pecados imperdoáveis.
Olhos rastejando por refúgio.

Seguir pegadas apagadas pela tempestade.
Sem medir consequências, saber a sequência.
Viajar pelo mundo desejando um lugar ao sol.