domingo, 22 de junho de 2014

Cenário dos Caretas

Ritmo singular.
Exala sal, transborda poesia.
Das frutas, o mais doce mel.
Dos sons, aconchego.
Das paisagens, imensidão.
Maresia, lambe as curvas dos corpos.
No horizonte, não sei se céu ou mar.
Os olhos pecam, deixam-se dominar pela paixão.
Ardem. Ora pelo sal, ora pelo prazer.
Pulsa carne, pulsa alma.
Os pêlos marcam a pele arrepiada.

Quanta coisa vê o mar?
Vê mãe, vê pai.
Pardais, pombas e gaivotas.
Amores, intrigas e derrotas.
Cacheados, lisos, ondulados.
Ondas.
Levam e trazem lembranças.
Apagam pegadas e feridas.
Presencio o mais lindo dos encontros.
Vejo o sol beijar o mar.
Ir pra amanhã no Japão.
E o cenário dos caretas,
Abriga todos.
Tribos, religiões etnias.
O sol nasce pra todos,
Mas o mar,
O mar é pra poucos.


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