Seguindo a estrada que nos leva do nada à lugar nenhum.
Talvez esse seja realmente o melhor caminho.
Tropeçando nos sonhos, pisoteando os medos.
Buscando uma porta sem trancas, sem cadeados.
Encruzilhadas, ruas sem saídas...
Vidas sem saídas.
Dias sem sol, nem luz.
As paredes frias
Do labirinto exalam o mofo do mundo.
O cheiro das feridas enoja.
Os olhos que perseguem são inquilinos dos rostos instáveis.
Olhos que clamam por perdão de pecados imperdoáveis.
Olhos rastejando por refúgio.
Seguir pegadas apagadas pela tempestade.
Sem medir consequências, saber a sequência.
Viajar pelo mundo desejando um lugar ao sol.
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