sábado, 11 de janeiro de 2014

Noite

Nessa noite escura, não sei se me apegar ao calor que faz lá fora pode ser boa inspiração. Talvez seja. Talvez seja um grande delírio acreditar que, mesmo apoiada no parapeito de uma janela tao simples, possa observar pequenos detalhes. Me apego a uma estrela. Não tão grande, nem a mais brilhante, mas uma estrela singular. Não que isso a faça diferente, todas as estrelas são singulares, no entanto, é a única palavra que a torna menos comum.
A lua e as nuvens parecem dançar ao som do mais lindo blues. No céu a noite é de festa. Ouço daqui, desta janela suburbana, o sino dos anjos.

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